Presidente da Venezuela exige punição para líderes religiosos que oraram contra corrupção de seu governo

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17/01/2018

O regime comunista sul-americano, mais conhecido como bolivarianismo, não está coibindo a livre expressão religiosa apenas na Bolívia. O ditador venezuelano Nicolás Maduro está pedindo a punição de líderes religiosos que fizeram orações em público contra a corrupção de seu governo.

Em missa realizada no último domingo, dia 14, Víctor Hugo Basabe, bispo de San Felipe, no Estado de Yaracuy, rezou para que a Venezuela fosse livre, nas palavras dele, “da peste da corrupção política que conduziu o país à ruína moral, econômica e social”. No mesmo dia, Antonio López Castillo, arcebispo de Barquisimeto, no Estado de Lara, pediu aos céus que os venezuelanos fossem livres da fome e da corrupção.

O presidente Maduro classificou as declarações como “ataques ao regime” e exigiu que a Justiça, o Ministério Público, a Controladoria-Geral e a Defensoria do Povo investigassem.

Curiosamente, Maduro apelou para um discurso religioso, dizendo que os venezuelanos são cristãos e fez a seguinte declaração: “não acreditamos em intermediários. Menos ainda nesses diabos de batina. Amamos ao nosso Deus criador e o Senhor Jesus”. Ele reclamou ainda que agora esse “diabo de batina”, se referindo ao bispo, veio “incitar o enfrentamento entre venezuelanos.”

A Assembleia Constituinte criada por Maduro e totalmente composta por aliados do regime, instituiu a Lei Constitucional contra o Ódio, pela Convivência Pacífica e a Tolerância. Ela prevê penas de até 20 anos de prisão àqueles que, segundo a interpretação do regime, promoverem “o ódio”. O conceito é bastante amplo e pode ser enquadrado em qualquer declaração contra o governo.

Fonte: Gospel Prime e Folha de São Paulo

 

Produção e apresentação: Daniel Beltrão
Coordenação: Renata Theodoro
Supervisão: André Castilho
Realização: Rádio Trans Mundial