Presidente do Sudão declara estado de emergência

share on:

27/02/2019

O Sudão está entre os dez países que mais perseguem cristãos no mundo. Omar al Bashir preside o país há mais de 30 anos. Seu governo é marcado por violar direitos à liberdade de religião ou crença, inclusive prendendo e torturando cristãos convertidos do islã. Há também uma discriminação aberta contra os cristãos na educação.

Na última sexta-feira, dia 22, após dois meses de protestos contínuo o governo e anunciou um estado de emergência de um ano no país. Mais protestos eclodiram no sábado, quando a polícia supostamente atirou bombas de gás lacrimogêneo contra manifestantes que queimaram pneus e gritavam: “A revolução é a escolha do povo”. A onda de protestos começou no final de 2018 e mais de 50 mil pessoas morreram na repressão do governo.

Fontes da Portas Abertas no país expressaram preocupação de que o estado de emergência pode fazer com que as forças de segurança do governo aumentem a brutalidade contra civis e, principalmente contra os cristãos.

Sem dar explicações, Bashir pediu ao parlamento que faça uma pausa nos debates sobre uma emenda constitucional que permitiria a ele buscar outro mandato na eleição presidencial de 2020. Até sexta-feira, o país estava preso em um limbo político. De um líder enfraquecido, e de outro um movimento de protestos que, embora não tenha diminuído depois de semanas, foi incapaz de dar um golpe na presidência de Al Bashir.

Muitos observadores, assim como a Portas Abertas, acreditam que, se a pressão diplomática for removida do governo de Bashir, ele simplesmente continuará a violar os direitos humanos básicos dos civis, inclusive o direito à liberdade de religião ou crença. A missão Portas Abertas pede oração pelos cristãos sudaneses e por paz e justiça no país.

Fonte: Site Portas Abertas

Produção e apresentação: Daniel Beltrão
Coordenação: Kaká Rodrigues
Supervisão:André Castilho
Realização:Rádio Trans Mundial