Mais de 2 mil igrejas são fechadas em Angola

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15/11/2018

No dia 25 de outubro noticiamos que o governo de Angola fecharia a partir deste mês todas as igrejas que não fossem regularizadas. Dito e cumprido, mais de 2 mil igrejas já foram fechadas e mais de mil igrejas irregulares ainda poderão ser fechadas no mês de novembro.

O gabinete do governo de Angola aprovou, em agosto, uma lei que regulariza o exercício da atividade religiosa no país. Durante a sessão comandada pelo presidente João Lourenço, que foi eleito e empossado no ano passado, os membros também adotaram mecanismos para criação, modificação e extinção de instituições religiosas. O projeto de lei sobre liberdade religiosa, de crença e adoração foi então encaminhado à Assembleia Nacional para aprovação.

A lei para regularização das igrejas é praticamente impossível de cumprida. Seu principal requisito determina que a denominação religiosa “deve ser subscrita por um mínimo de 100 mil fiéis, devendo as assinaturas serem reconhecidas no cartório e recolhidas num mínimo de 2 terços do total das províncias”. A maioria das igrejas fechadas eram pequenas e contavam com dezenas de seguidores, e o acesso a qualquer serviço público no país é precário e pode sofrer ingerência do governo.

O governo deu um ultimato de 30 dias para que as igrejas regularizem suas operações ou serão fechadas. O diretor para assuntos religiosos, Francisco de Castro Maria, disse ao Jornal de Angola que: “O número de igrejas ilegais no país chegou a 4 mil”.

 

Produção e apresentação: Daniel Beltrão
Coordenação: Kaká Rodrigues
Supervisão: André Castilho
Realização: Rádio Trans Mundial