Igrejas são forçadas a substituir cruz por imagem do presidente da China

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01/08/2018

As igrejas da província chinesa de Jiangxi receberam um aviso das autoridades no início de julho, exigindo que retirassem suas cruzes e as substituísse por uma imagem da bandeira da China ou do presidente Xi Jinping. A denúncia foi feita pela organização ChinaAid, que luta pelos direitos dos cristãos perseguidos na China.

Apenas na cidade de Xinyu, mais de 100 igrejas receberam esse comunicado. Para retaliar as congregações que não seguiram as ordens, os agentes do governo demoliram a cruz de uma das igrejas. Na manhã de domingo, dois funcionários interromperam o culto de um vilarejo na igreja e exigiram que os membros não exibissem o símbolo do cristianismo.

De acordo com Liu, líder da igreja que teve a cruz demolida, as autoridades também proibiram os pais cristãos de levarem as crianças à cultos. A medida contraria a liberdade religiosa garantida pela a Constituição Chinesa. De acordo com a lei chinesa, os regulamentos e políticas devem operar de acordo com a Constituição, mas isso não se aplica à realidade dos cristãos. Todas as ordenanças que proíbem crianças de terem crenças religiosas deveriam ser consideradas inconstitucionais.

A China tem 1 bilhão e quatrocentos milhões de habitantes, dos quais mais de 97 milhões são cristãos. O país ocupa a 43º posição entre os cinquenta países que mais perseguem aos cristãos.

Fontes: Guiame e Portas Abertas

 

 

Produção e apresentação: Daniel Beltrão
Coordenação: Kaká Rodrigues
Supervisão: André Castilho
Realização: Rádio Trans Mundial