Grupo extremista pratica genocídio de cristãos na Nigéria

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24/09/2018

Somente nos últimos dois meses, mais de 250 cristãos foram assassinados por grupos radicais Fulani. A etnia é formada por pastores de animais no estado de Plateau, na Nigéria. Os dados foram divulgados na semana passada pela Intersociety – Sociedade Internacional pelas Liberdades Civis e Estado de Direito.

De acordo com a organização, a violência contra cristãos é exercida de várias formas, incluindo o abate de crianças, o uso de facões e armas contra mulheres grávidas, assassinato de cristãos durante seu sono, invasão de terras da comunidade cristã e ataques a locais de culto. Segundo a Intersociety, esses ataques são promovidos por jihadistas que se escondem sob o manto de “pastores”, mas estão frequentemente armados com fuzis e armas sofisticadas que lhes permitem matar um grande número de pessoas.

Em julho, um relatório da Intersociety revelou que nos últimos três anos, mais de 8.800 cristãos foram alvejados e mortos por forças de segurança nigerianas, muçulmanos radicais xiitas, pastores da etnia fulani e militantes do Boko Haram.

O massacre classificado como “genocídio” por líderes cristãos da Nigéria, fez somente neste ano mais de 6 mil vítimas dos supostos pastores fulani. A maioria eram mulheres, crianças e idosos.

Segundo a International Christian Concern, o governo nigeriano é complacente ao lidar com os militantes Fulani, que em 2018 mataram quase três vezes mais pessoas do que o Boko Haram.

Emeka Umeagbalasi, presidente do conselho da Intersociety, disse ao The Christian Post que o governo nigeriano continua tentando caracterizar os assassinatos como “confrontos entre fazendeiros e pastores”. No entanto, ele afirma que os ataques visam matar e expulsar os cristãos.

Fonte: Guiame

 

Produção e apresentação: Daniel Beltrão
Coordenação: Kaká Rodrigues
Supervisão: André Castilho
Realização: Rádio Trans