Gang salvadorenha é impactada pelo evangelho

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27/07/2018

Oriunda de El Salvador e considerada a gangue mais violenta das Américas, o Mara Salvatrucha, conhecido como MS-13, é visto pelo governo americano como uma grande ameaça, por ter ramificações em outros países. Estima-se que tenham entre 30 e 50 mil membros no mundo todo.

Mas aqueles que cumprem pena na famosa prisão de San Francisco Gotera estão tendo a vida transformada pela pregação do evangelho. O jornal The Guardian mostrou que existem diferentes igrejas dentro do local, onde eles aprendem a Palavra de Deus e recebem uma oportunidade para abandonar a vida de crime.

Segundo o diretor da prisão, Oscar Benavides, a maioria dos cerca de 1.500 presos buscam uma nova chance. Alguns detentos estão cumprindo sentenças de mais de 100 anos por seus crimes. Mesmo com poucas chances de saírem vivos, eles procuram influenciar seus familiares.

O pastor William Arias, que durante muitos anos pertenceu ao MS 13, hoje lidera uma pequena igreja no distrito Itália, um dos bairros dominado pela gangue na capital El Salvador. Ele revelou que todos os membros das quadrilhas “sabem perfeitamente” que para sair do crime, só na morte. Porém, recentemente a fé tem restaurado muitos deles. Arias juntou-se ao MS-13 aos 11 anos de idade, ficando nove anos envolvido com eles.

Na prisão, sobreviveu a uma tentativa de assassinato. Ele então orou e prometeu a Deus que se converteria se saísse vivo. Desde que se converteu, em 2000, entende que é seu dever alcançar os outros membros da gangue dentro e fora da prisão.

Entre os vários testemunhos coletados dentro das prisões, fica claro que a única esperança para os que decidem abandonar a vida de crime é o evangelho. Segundo uma estatística recente, são mais de 1500 ex-membros de gangue que se tornaram cristãos somente nas penitenciárias de Manágua. Existem dezenas de pequenos grupos de oração e estudo bíblico que se reúnem no pátio, além de igrejas que celebram semanalmente cultos no local.

Fonte:
Gospel Prime

 

 

Produção e apresentação: Daniel Beltrão
Coordenação: Kaká Rodrigues
Supervisão: André Castilho
Realização: Rádio Trans Mundial