Funerais cristãos são feitos na rua no Egito

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17/09/2018

O fechamento de igrejas no Egito tem um efeito colateral no mínimo constrangedor. Cristãos coptas em várias partes do país estão realizando funerais nas ruas por causa do fechamento de suas igrejas. Um funeral ocorreu na rua semana passada em uma vila, na cidade de Minia, onde casas de coptas recentemente foram atacadas por um grupo que protestava contra suas reuniões de oração em uma das casas de um cristão. Não há mais igrejas na vila.

O funeral de Wadih Habib, um cristão de 68 anos, ocorreu no início de setembro sob segurança reforçada. De acordo com uma fonte local, próximo ao horário houve o funeral de uma mulher copta nas ruas da vila de Abu Greer, também por não haver igreja na vila, nem nas proximidades.

No Egito, e em vários países, os sepultamentos são feitos nas igrejas e não em cemitérios e velórios como acontece aqui no Brasil.

Hoje o cristianismo no Egito sofre perseguição direta de grupos mulçumanos que tem atacado igrejas e casas de cristãos. Por outro lado, o governo tem dificultado de forma deliberada o processo de legalização de igrejas. Das 3700 igrejas que buscam ser reconhecidas, apenas 220 completaram todo o processo desde que um comitê foi instituído para isso, 11 meses atrás. Se seguir nesse ritmo, levará 17 anos para atender a todas as igrejas não oficiais que esperam ser reconhecidas. Muitas delas estão esperando há 15 ou 20 anos para serem registradas pelo estado.

Mesmo com toda perseguição o evangelho segue sendo pregado no Egito. Dez por cento dos 95 milhões de habitantes do país são cristãos e o país ocupa a 17º posição na lista dos 50 países que mais perseguem o cristianismo.

Fonte: Portas Abertas

 

Produção e apresentação: Daniel Beltrão
Coordenação: Kaká Rodrigues
Supervisão: André Castilho
Realização: Rádio Trans