Crianças chinesas são forçadas a negar sua fé

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05/10/2018

Nesta semana nós retramos a perseguição que o governo egípcio faz as crianças cristãs que estudam em sua rede pública de ensino. Hoje é a vez da China. Mais de 300 crianças cristãs que estudam em duas escolas, na província de Zhejiang, tiveram que preencher um formulário negando sua fé cristã. Na primeira escola, onde há cerca de 200 estudantes cristãos, a professora exigiu que eles reescrevessem suas respostas, afirmando que não tinham “nenhuma religião”. Na outra escola, que tem cerca de 100 crianças, foi o coordenador da sala que forçou os cristãos a responder que não tinham nenhuma fé.

As escolas na China são controladas e financiadas pelo governo. Como o regime é comunista as crianças cristãs, às vezes, enfrentam situações desagradáveis. Por exemplo, a Liga da Juventude Comunista oferece várias regalias para os jovens, mas os cristãos são impedidos de participar. Outra forma de constranger cristãos é separando-os dos outros alunos como forma de testemunhar sobre as “consequências” de se declarar cristão dentro da escola.

A perseguição não para por aí. Caso os alunos insistam em declarar sua fé, podem ser impedidos de receber o certificado de conclusão do curso, ficando impedidos de cursar uma universidade. Esse tipo de procedimento no ambiente escolar é uma tentativa de frear o crescimento do cristianismo entre os jovens chineses.

Outra medida contra o cristianismo mostra o nível de perseguição imposta pelo governo chinês. No início deste ano, o governo fez uma revisão dos regulamentos sobre religião e incluiu a proibição para menores de 18 anos de frequentarem a igreja ou de receberem qualquer tipo de instrução religiosa. Em agosto, centenas de líderes cristãos assinaram uma petição para que o governo pare com suas “ações violentas” contra cristãos.

Fonte: Gospel Prime e World Watch Monitor.

 

Produção e apresentação: Daniel Beltrão
Coordenação: Kaká Rodrigues
Supervisão: André Castilho
Realização: Rádio Trans