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12/10/2018

Quando tomou posse em 2013, o presidente chinês Xi Jinping anunciou que prestaria mais atenção na forma como os chineses utilizavam a internet. Cumprindo sua promessa várias medidas restritivas a navegação na web foram adotadas pelo governo desde então.

No mês passado, Pequim apresentou um projeto que atinge diretamente a propagação do evangelho pelo cyber espaço. Trata-se de nove diretrizes que o governo adotou para lidar com a promoção de religião via internet, que de acordo com sua avaliação é uma ação “caótica” e “ilegal”. Segundo a Portas Abertas, com as novas leis em vigor, as organizações que tentarem distribuir informação religiosa on-line terão que obter uma licença do departamento de assuntos religiosos de sua província.

De acordo com as novas diretrizes, “nenhuma organização ou indivíduo pode usar textos, fotos, áudio ou material visual para transmitir ao vivo pessoas adorando, cantando, batizando ou realizando outra atividade religiosa”.
A organização ainda ressalta que também está proibido usar a internet para “criticar o Partido Comunista e suas políticas religiosas, ‘minar’ o sistema socialista ou promover extremismo ou separatismo”.

A Portas Abertas ainda alerta que as oportunidades para divulgar informações e mensagens estão cada vez mais ilimitadas por conta do crescimento do número de sites religiosos na China e do número de usuários da internet, que representa 57,7% da população de 1,4 bilhão de pessoas.

Fonte: Guiame e Portas Abertas

 

Produção e apresentação: Daniel Beltrão
Coordenação: Kaká Rodrigues
Supervisão: André Castilho
Realização: Rádio Trans