Ataques a cristãos egípcios geram fuga em massa

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24/08/2018

Uma série de ataques a cristãos coptas causou uma fuga em massa no último ano na cidade de Alarixe, no Egito. Antes dos ataques membros do Estado Islâmico emitiam alertas gritando “saiam ou morram”. A informação foi dada pelos familiares de Bahgat William Zakhar, de 40 anos, morto pelo grupo enquanto deixava uma clínica veterinária no subúrbio de Alarixe, capital da província de Sinai do Norte. O filho de Zakhar, Marqos, de 17 anos, disse que Alarixe não é um lugar ruim e que eles viviam em paz com os vizinhos muçulmanos.

Fawziya, que é mãe de Marqos, explica que as coisas mudaram com a chegada de imigrantes palestinos, porque eles têm uma visão muito rigorosa do islã. Os recém-chegados espalharam panfletos avisando aos cristãos que deixassem a cidade ou morreriam. A partir de então as mortes começaram. Zakhar foi um dos primeiros.

Ele foi morto por integrantes do grupo afiliado do Estado Islâmico, que busca impor sua interpretação radical do islã em todo Sinai do Norte. Para isso, criou uma força policial moralista, ou Hisbah, para aplicar leis severas contra determinados comportamentos, como fumar, homens fazerem a barba ou mulheres mostrarem os rostos. A família de Zakhar foi para Ismaília, uma cidade a 200 km de Alarixe, no Canal de Suez. Marqos concluiu dizendo que tem orgulho do seu pai por ter mantido sua fé até o último momento.

Localizado no continente africano, o Egito tem uma população de 95 milhões de habitantes, com 9 milhões e quinhentos mil cristãos. A religião predominante no país é o islamismo. O Egito ocupa a 17º posição na Lista Mundial da Perseguição 2018, que é elaborada pela missão Portas Abertas.

Fonte: Portas Abertas

 

Produção e apresentação: Daniel Beltrão
Coordenação: Kaká Rodrigues
Supervisão: André Castilho
Realização: Rádio Trans Mundial