Angola fecha igrejas que não são legalmente reconhecidas

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25/10/2018

A partir de novembro o governo de Angola irá fechar as igrejas que não são legalmente reconhecidas. A principal medida tomada para executar esse plano foi a extinção de plataformas que possibilitam o funcionamento de denominações que não tenham personalidade jurídica.

Segundo estimativas oficiais, cerca de 1.220 denominações religiosas não são reconhecidas, mas o número pode ser muito maior. Apenas 81 igrejas estão dentro dos requisitos legais em Angola. As plataformas ecumênicas foram criadas para agrupar e ajudar no processo de reconhecimento das igrejas que atuavam à margem da lei. Seis plataformas ecumênicas estavam ativas no país para organizar o exercício religioso. Entre elas, estão o Conselho de Reavivamento em Angola, União das Igrejas do Espírito Santo, Fórum Cristão Angolano Aliança das Igrejas Africanas, Igreja de Coligação Cristã e a Convenção Nacional de Igrejas Cristãs em Angola.

Um dos requisitos que dificultam a conformidade legal das igrejas está em uma lei que foi formalizada em maio deste ano. Ela diz que a denominação religiosa “deve ser subscrita por um mínimo de 100 mil fiéis, devendo as assinaturas serem reconhecidas no cartório e recolhidas num mínimo de 2 terços do total das províncias”.

Um pastor batista de Angola, que não pode ser identificado por questões de segurança, fez um relato dos fatos.

 

Produção e apresentação: Daniel Beltrão
Coordenação: Kaká Rodrigues
Supervisão: André Castilho
Realização: Rádio Trans Mundial