Hipertensão

share on:

14/05/2017 – FIQUE POR DENTRO

No Brasil, as doenças cardiovasculares causam mais de 30% dos óbitos, contra 15 por cento devidos ao câncer e 12 por cento por causas externas como acidentes e violência. A hipertensão afeta mais de 36 milhões de brasileiros, sendo o mais importante fator para o desenvolvimento das doenças cardíacas, em especial o infarto do miocárdio e o AVC, as 2 maiores causas isoladas de mortes no país.

A cada ano, morrem 7,6 milhões de pessoas em todo o mundo devido à hipertensão, mas a maioria delas poderia ser evitada com o controle da doença. Mais da metade das vítimas têm entre 45 e 69 anos.

Em todo o mudo, governos e entidades de saúde têm se mobilizado para melhorar o controle da hipertensão. Um plano de saúde dos Estados Unidos conseguiu um controle de 85% de seus hipertensos, com uma ação intensiva, resultando em expressiva redução de mortes, internações e gastos com doença cardiovascular.


Entrevista com o cardiologista, Otavio Gebara. Ele fala sobre hipertensão, confira:

 

ANVISA interdita lote de medicamento para pressão alta

Na última quarta-feira, dia 7 de junho, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária, a ANVISA determinou a interdição cautelar de um lote do medicamento Hidroclorotiazida de 50 miligramas. O medicamento é utilizado para o tratamento de pressão alta, fabricado pela empresa Laboratório Teuto Brasileiro.

A medida foi motivada pelo laudo de análise fiscal, emitido pelo Laboratório de Saúde Pública de Goiás. O medicamento obteve um resultado insatisfatório no ensaio de dissolução. Dessa forma, a ANVISA concordou em suspender o remédio para impedir qualquer efeito colateral nos pacientes.

Além disso, a Agência alerta que o usuário que já tiver adquirido algum produto dos lotes interditados, deve interromper o uso e, em caso de dúvidas, deve entrar em contato com o serviço de atendimento ao consumidor do próprio fabricante.

Centenas de manifestantes são detidas em protesto na Rússia

Dezenas de milhares de pessoas saíram às ruas de Moscou, São Petersburgo e outras cidades russas no último domingo, dia 12 de junho. O motivo para os protestos é uma resposta a uma convocatória de protesto contra a corrupção, organizada por Alexei Navalny. O líder político, que pretende disputar a presidência da Rússia em 2018, foi detido na capital junto com centenas de pessoas.

As manifestações foram proibidas pelas autoridades, mas, apesar disso, foram realizadas com a participação de inúmeros jovens. Às vésperas das eleições presidenciais de 2018, Alexei se apresenta como o principal adversário de Vladimir Putin. Ele cumpre em liberdade provisória uma condenação por estelionato, e a legislação russa proíbe a candidatura de pessoas que cumprem pena de prisão.

Para as autoridades russas, os atos foram qualificados como propaganda eleitoral divulgada pelo líder de oposição. Contudo não negaram que a pouca idade dos participantes nas manifestações indica a politização e o descontentamento do povo.

Em rota de colisão

Quinze minutos para as seis horas da manhã. O alarme toca em som alto. O chuveiro é ligado enquanto a TV entra em atividade, transmitindo as primeiras notícias do dia. Depois disso: trabalho, cansaço, stress. E nesse ritmo, se foi mais um ano. O que realmente preocupa é o que acontece nesses anos, meses, semanas, dias, horas e minutos. O que foi cultivado nesse tempo? Quais princípios éticos regeram a vida? Mesmo sem nunca ter pensado no significado da palavra “ética”, há valores éticos, bons ou ruins, regendo a vida de todos nós.

Muitas pessoas apenas passam por este mundo sem se preocupar com nada disso, pois não há tempo para auto avaliação e planejamento de vida. Claro que para os estudos e o plano de carreira há tempo. No entanto, a carreira profissional não é a vida. A resposta pelo sentido da vida não está nas universidades, muito menos na carreira profissional.

A vida centrada no “eu” é perigosa. No entanto, é o estilo de vida que o mundo nos ensina. Desde a infância estamos aprendendo que temos que ganhar todas as competições. Que a lei do mais forte é a lei da vida, e não viver dentro dessa lei resultará na aniquilação do indivíduo na sociedade.

Por essa razão, sempre estamos buscando chegar a algum lugar e, embora estejamos perto, parece que nunca conseguimos chegar. Pois é. Esse é o dilema da existência humana, que desde a antiguidade já era constatado pelos poetas e filósofos.

Isso me lembra de uma parábola contada pelo professor norte americano Dallas Willard, que exemplifica nossa triste realidade pós-moderna: “Recentemente uma mulher pilotava um avião, praticando manobras a alta velocidade num caça de combate. Ela acionou os controles do avião pensado que manobrava para uma íngreme subida – e voou diretamente para o chão. Não se deu conta de que estava voando de cabeça para baixo”.

A velocidade com que o tempo passa em nossos dias é alucinante! Se não houver o cuidado para os detalhes que realmente definem a vida, o choque será inevitável. Por isso, é necessário parar e avaliar se, por um acaso, não estamos voando de cabeça para baixo.

O convite ao discipulado de Jesus de Nazaré ainda está valendo. Ele convida todos para aprendermos com ele sobre como viver a vida do lado certo, sem um fim catastrófico. Ele diz: “Portanto, quem ouve estas minhas palavras e as pratica é como um homem prudente que construiu a sua casa sobre a rocha. Caiu a chuva, transbordaram os rios, sopraram os ventos e deram contra aquela casa, e ela não caiu, porque tinha seus alicerces na rocha.”

Israel Mazzacorati