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Quando eu era criança, por algum motivo desconhecido, passei a acreditar que em algum momento a vida ficaria estável e redonda. Olhava para os adultos e pensava que uma hora todo mundo tinha sua rotina estabelecida, não aquela que é exatamente a mesma todos os dias, mas uma que inclui tempo equilibrado para trabalho, estudos, lazer, família, bate-papo com os amigos e uma viagem aqui e outra ali. Imaginava que todos os dias seriam felizes, isentos de preocupações ou aflições. Percebo que não acreditava que a vida seria apenas estável, mas sim que seria feita de alegria e harmonia. Essa crença se estendeu pela adolescência e até parte da vida adulta. Você pode se perguntar: “De onde você tirou essa ideia?” Sabe que não sei! Talvez, tenha sido influenciada pelas literaturas e filmes que encerravam suas tramas com um final feliz. E se tem uma coisa que gosto é de final feliz!

Foi no começo da minha vida adulta, lá pelos 20 anos, que comecei a entender que a tal da estabilidade que imaginava não era parte da vida real. A vida acontece… e acontece com todos os tipos de eventos. Aqueles que nos enchem de alegria e aqueles que nos abatem. A vida acontece com saúde e com doença, com fartura e com carências, com amores e desamores, com chegadas e partidas. E a cada acontecimento experimentamos diferentes emoções. Entendi que a vida é feita de fases. Algumas são deliciosas, outras desagradáveis. Mas, todas nos desafiam a seguir aprendendo a viver.  Entendi que a vida não é estável hoje e nem será amanhã. 

Pensar que a vida é feita de fases me leva a uma pequena passagem no livro de Tiago 5. 13-14, que nos dá uma linda instrução: “Entre vocês há alguém que está sofrendo? Que ele ore. Há alguém que se sente feliz? Que ele cante louvores. Entre vocês há alguém que está doente? Que ele mande chamar os presbíteros da igreja, para que estes orem sobre ele e o unjam com óleo, em nome do Senhor.” Nesse trechinho vemos três exemplos de fases da vida: sofrimento, alegria e doença. Somos convidados a orar em meio ao sofrimento, a cantar na alegria e a pedir ajuda e oração de outros quando estamos doentes. Fico maravilhada com a riqueza da palavra de Deus, que é ‘lâmpada que ilumina os nossos passos e luz que clareia o nosso caminho’ (Sl.119.105). Aprendi que a vida é cíclica, cheia de altos e baixos, mas Deus é estável. Ele é o mesmo, ontem, hoje e o será para sempre.  Jesus é Deus conosco todos os dias e isso muda tudo!

No amor do Senhor,

Susie Pek – Coordenadora do Mulheres de Esperança RTM Brasil, América Latina & Caribe