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Com poesia, Silvestre lança seu mais recente trabalho na Trans Mundial
Aos 18 anos, ele deixou uma promissora carreira militar para se dedicar à música. Hoje, ele se transformou em poeta da música cristã brasileira. Este é Silvestre Kuhlmann, que depois de se formar em violão erudito, não parou mais.
Em seu quinto CD, A mais bela poesia, Silvestre mais uma vez presenteia seu público com características que lhe são bastante peculiares: o cuidado com a letra transformando-a em poesia e a predominância de ritmos bem brasileiros como o chorinho e o baião.
Na edição de fevereiro da revista Ultimato, Silvestre foi citado por Carlinhos Veiga pela sua qualidade técnica, poesia e relevância para a música cristã brasileira. Carlinhos fez uma breve retrospectiva dos dez CD´s que mais chamaram a atenção em 2005 e seu último disco, Alvíssaras, aparece nesta seleta relação, ao lado de nomes como Nelson Bomilcar, Sérgio Pimenta e Grupo Sal da Terra.
Em entrevista sobre o lançamento de seu CD, Silvestre contou um pouco do seu mais recente trabalho, compartilhou um pouco de sua vida e sua experiência como músico cristão. Aliás, durante a entrevista, Silvestre se mostrou assim: simples como uma bela poesia. Confira este bate-papo!
RTM – A mais bela poesia, é seu mais recente trabalho onde você atua como cantor, compositor e produtor. Como foi produzir este CD?
Silvestre Kuhlmann – Este CD foi todo gravado nos estúdios da Trans Mundial. São 13 canções de minha autoria com algumas parcerias com grandes amigos como Ricardo Gondim, Isaías de Oliveira, André Santana, Eliezer Costa de Aquino.
Como você lida com a crítica pessoal?
Agora que ficou pronto e que as pessoas estão gostando do resultado, estou mais tranqüilo. O produtor de um CD aprova, desaprova, dá dicas para que o andamento do trabalho fique mais interessante. Por isso, produzir o próprio trabalho é algo bem arriscado e de início fiquei bastante inseguro.
Você tem cuidado de artesão com as letras. Por quê?
Falar algo belo é bom, mas falar de forma poética é algo tocante. Quando era garoto, a poesia me fazia sonhar, pensar em Deus, em algo que está além do nosso cotidiano. E cada vez mais penso que o belo é uma forma de mostrar Deus. O propósito é fazer as pessoas enxergarem o belo e pensarem como Deus é grande. Hoje me sinto um compositor, Deus me deu esse talento e desenvolvo várias formas de composição.
Outra característica marcante em seus trabalhos é a presença de ritmos brasileiros. Por quê?
A música brasileira é elogiada e reconhecida internacionalmente. É de altíssima qualidade e nós como brasileiros temos que valorizar o que temos de bom.
Você gosta da música cristã atual?
Como músico, posso afirmar que infelizmente há muita gente que não está preocupada com a qualidade das letras nem com o propósito de glorificar a Deus. O resultado disso são trabalhos de baixa qualidade poética não inspirados pela Palavra de Deus, algumas com heresia. Mas tem coisas boas surgindo por aí. Tenho encontrado pessoas que fazem música de qualidade, com pureza no coração. Há grandes nomes com excelentes trabalhos como Stênio Marcius, Wesley & Marlene, Glauber Plaça, Cinthia & Sílvia, Priscila Barreto, Carlinhos Veiga, Edilson Botelho... Tem muita gente boa!
Qual das músicas deste novo CD mais tocou seu coração?
Há uma música neste CD que ainda me inquieta muito ouvi-la. Escrevi a letra Viver com Deus despertado pelo sentimento de vazio quando perdi um amigo que se matou. A letra é muito densa, fala coisas sérias. As vezes Deus usa um acontecimento triste para produzir algo que gera esperança nas pessoas. Muita gente vem me falar sobre essa canção. No sentido pessoal, essa é a música mais cara para mim. Ainda me dói bastante ouvi-la. Depois dessa música, revi muitas coisas na vida, reduzi minha carga de trabalho para sobrar mais tempo para estar com amigos que para mim é essencial dentro do Evangelho.
Qual seu conselho para novos músicos e compositores?
A primeira coisa é amizade com Deus. E ter excelência no trabalho é primordial, buscar a cada dia ser melhor compositor. Falar bonito de Deus não é suficiente nem o mais importante.
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Fatima Gamero, Fernanda Dias e Silvestre Kuhlmann
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