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Viagem Missionária à tribo Ticuna

24.03.2010 16:16

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Viagem Missionária à tribo Ticuna

“Jesus ia passando por todas as cidades e povoados, ensinando nas sinagogas, pregando as Boas Novas do Reino e curando todas as enfermidades e doenças. Ao ver as multidões teve compaixão delas, porque estavam aflitas e desamparadas, como ovelhas sem pastor. Então disse aos seus discípulos: ‘A colheita é grande, mas os trabalhadores são poucos. Peçam, pois, ao Senhor da colheita que envie trabalhadores para a sua colheita’.“ Mateus 9. 35-37

Há cerca de 2000 mil anos Jesus foi exemplo. Ele saiu de sua casa para confortar os necessitados, demonstrou compaixão, curou paralíticos e leprosos, deu visão aos cegos e fala aos mudos.
Nós, da Trans Mundial e mais oito voluntários seguimos seus passos e fomos até a aldeia Filadélfia, junto ao povo ticuna, na Amazônia, entre os dias 24 a 30 de Janeiro de 2010, levar conforto físico e emocional aos índios.
Médicos, dentistas e evangelistas colocaram seu tempo e seus dons a disposição da obra de Deus. Saíram de seus lares, deixaram suas famílias, trabalhos e amigos para cuidarem de outras pessoas. Missionários apaixonados pela arte de viver: Maria Célia Del Valle, Franco Ratticheri, Rubens Garlaca, Iranil Santos, Telmo Ambrosini, Jonas Faria, Ingomar Lochschmidt, Maria Fernanda e Marcio Santos.
Ainda recebemos doações de remédios para fazermos os atendimentos médico e odontológico. Houve também palestras, orientações de saúde, higiene e alimentação.

Desafios
Trabalhar para a obra de Deus é um privilégio; compartilhar do Reino com outros é uma dádiva e embarcar em um avião para a Amazônia é um desafio.
Um desafio não apenas pela distância, mas pelo meio de transporte, choque cultural, diferença de idiomas e mesmo pelo local que não estavam habituados.
Quantas vezes você andou de canoa, jantou tatu, fez mímicas para pregar o evangelho? Desafios estes que não fizeram o grupo desanimar. Utilizaram do bom humor e da imaginação para ser sal na terra e luz nas trevas.
Toda essa experiência foi um grande aprendizado de vida, serviu de crescimento espiritual e motivou ainda mais a nossa missão: Testemunhar Jesus Cristo, através de palavras, atitudes e obras.

Pregar com palavras, atitudes e obras“Todos nós somos iguais e precisamos de Jesus”, refletiu Ingomar, cônsul da Áustria que estava no grupo.
Independente da forma que cada um testemunhou Jesus, todos os envolvidos na viagem puderam abençoar a vida de muitos índios. Rubens Garlaca, por exemplo, é um empresário e dedica sua vida ao evangelismo de pessoas não crentes. Ele conheceu Esmeraldo, chefe de 20 tribos indígenas e investiu em sua vida. Esmeraldo já conhecia Jesus, mas não trabalhava com a obra do Senhor. Deus utilizou da vida de Rubens, para desafiar Esmeraldo ao trabalho missionário. Tocado pelo Espírito Santo, ele aceitou o desafio e a partir de agora vai evangelizar índios da sua tribo.
Outro testemunho de vida e obra foi o trabalho de Maria Célia, que é médica. Ela atendeu 214 índios em menos de sete dias. Na semana seguinte, atendeu os retornos e mais 198 pacientes. Uma mulher que tem o chamado missionário desde a adolescência, pode resplandecer o amor e misericórdia do Pai na saúde dos índios.
Maria Fernanda, nutricionista, também pode ajudar a orientar os índios sobre meios de profilaxia, orientação nutricional, tento em vista aquilo que eles tem acesso e ainda abordou sobre um tema que interessa todas as mulheres: beleza.
Um momento de descontração, mas de muita orientação para a saúde dos índios. Maria Fernanda, pode testemunhar em atitudes aquilo que um dia o Senhor capacitou-a a seguir como profissão.
Outro servo de Deus é Telmo Ambrosini, dentista, cuidou da saúde bucal dos índios. “A carência é grande, havia crianças e jovens com cárie, quase sem dentes”, desabafa Telmo. Ele atendeu até 60 pessoas em um dia, fez trabalhos de restauração nos dentes e ensinou as crianças a escovarem os dentes.

Momento de conversão
Como forma de evangelização, no dia 27 à noite, os índios foram convidados a assistir ao filme “Jesus”. Depois do culto, o Pr. Marcio Alexandre pregou para aquele povo. Não havia luz, apenas uma lanterna sobre sua cabeça e Deus fez ali sua obra. Muitos índios tiveram suas vidas tocadas, entenderam a mensagem de Jesus e entregaram-lhe suas vidas.

No final
Os nove missionários tinham paz de espírito e sorriso nos lábios por saberem que foram usados por Deus pra abençoar a vida de um povo tão carente, os Ticuna.
Eles curaram feridas, ajudaram no tratamento de doenças, orientaram em diversas áreas alimentares e profiláticas e ainda testemunharam sobre Jesus Cristo, dando uma nova esperança de vida aos índios.
Deus não transformou apenas a aldeia Filadélfia, Ele trabalhou na vida de cada pessoa que investiu seu tempo na obra.
Seja em palavras ou atitudes todos amaram o povo Ticuna, assim como Deus amou a todos nós.















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